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Supercâmera é usada no estudo da produção da voz

25 de abril de 2012 às 12:52 Comente!

Para produzir a voz, as pregas vocais existentes na laringe humana vibram entre 100 e 400 vezes por segundo. O fenômeno, impossível de ser observado a olho nu, pode ser visto em câmera lenta graças a um aparelho de videolaringoscopia capaz de capturar até 4 mil imagens por segundo.

A tecnologia tem permitido a pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) entender melhor o funcionamento das pregas vocais e estudar patologias que prejudicam sua vibração. Também se tornou possível avaliar, com critérios objetivos, o impacto de cirurgias e tratamentos fonoaudiológicos na produção da voz.

Pioneiro no país, o equipamento foi adquirido com recursos de um projeto financiado pela Fapesp e coordenado pelo professor José Carlos Pereira, da Escola de Engenharia de São Carlos da USP.

Por meio de parceria com uma equipe de otorrinolaringologistas da Faculdade de Medicina coordenada pelo professor Domingos Hiroshi Tsuji, a máquina foi doada ao Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo, onde estão sendo feitos os exames que já resultaram em duas dissertações de mestrado – além de cinco doutorados e um pós-doutorado em andamento.

“Como esse equipamento é novo, o primeiro passo foi definir o que seria o funcionamento normal das pregas vocais. Para isso, criamos um protocolo”, conta o pesquisador Arlindo Neto Montagnoli, orientador do projeto de mestrado da fonoaudióloga Regina Aparecida Pimenta, realizado com Bolsa da Fapesp.

No trabalho, Pimenta avaliou a vibração das pregas vocais de 30 voluntários sem queixa na voz – 12 homens e 18 mulheres – antes e depois da realização de exercícios fonoaudiológicos. “Foi possível comprovar que os exercícios melhoram, por exemplo, a mobilidade e a amplitude de vibração das pregas. Isso faz com que as pessoas se desgastem menos para falar. É como uma musculação para a voz”, explicou.

Outro projeto de mestrado já concluído foi o da fonoaudióloga Paula Belini, que comparou o funcionamento das pregas vocais de pacientes sadios com o de portadores de nódulos vocais.

Para fazer essas avaliações, uma equipe de engenheiros coordenada por Montagnoli desenvolveu um software que simula o movimento das pregas vocais e mede diversos parâmetros, como os ciclos de vibração das pregas e o tempo de fase fechada. O projeto resultou na tese de doutorado de Alan Petrônio Pinheiro, que deve ser defendida ainda em 2012.

“Pretendemos criar um modelo computacional para testar técnicas cirúrgicas de forma virtual. Isso daria ao médico uma ideia de como poderá ficar a voz do paciente após a operação”, contou Montagnoli.

O pesquisador já havia trabalhado com o conceito de cirurgia virtual em seu próprio doutoramento, mas o software foi aperfeiçoado graças às informações fornecidas pelo novo videolaringoscópio. “Antes o modelo era unidimensional. Agora, desenvolvemos uma versão tridimensional”, disse.

“Eletrocardiograma” da voz

No projeto de pós-doutorado da fonoaudióloga Maria Eugênia Dajer, que está sendo realizado sob orientação de Tsuji e com Bolsa da Fapesp, o objetivo é criar gráficos que permitam avaliar o funcionamento das pregas vocais com rapidez.

“É como se fossem eletrocardiogramas da voz. O médico olha e já sabe se está normal ou alterado”, conta Montagnoli. O novo equipamento está sendo usado para validar os resultados dessa análise.

“A ideia é tentar identificar padrões. O médico olharia o gráfico e já saberia se a alteração é causada por um cisto ou por um nódulo, por exemplo”, contou a otorrinolaringologista Adriana Hachiya, responsável pelo Ambulatório de Pesquisas em Voz, onde os exames com o videolaringoscópio de alta velocidade são realizados.

Hachiya também participa de um projeto em parceria com o Departamento de Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da FMUSP para estudar a vibração cordal de pacientes com mais de 65 anos. “A prega vocal é formada por músculo e mucosa. Com a idade, o tônus muscular diminui. Por isso a voz do idoso é mais fraca e trêmula. Vamos aplicar exercícios e avaliar a melhora”, explicou.

Há ainda um projeto piloto que visa investigar a fisiologia e as patologias que afetam cantores líricos e uma pesquisa, já em andamento, que vai trabalhar com laringe de cadáveres. “Colocamos sob a laringe um fluxo de ar que simula o ar vindo dos pulmões. As pregas vocais vibram e produzem som”, contou Hachiya.

Esse recurso será usado pelos pesquisadores da USP para testar técnicas cirúrgicas e simular patologias. “Um dos projetos simula uma paralisia da prega vocal. Aí vamos avaliar com o videolaringoscópio como fica a vibração nessas condições”, disse.

Fonte: Revista Exame

Saiba como a voz funciona e confira dicas para evitar problemas como rouquidão e dor de garganta

16 de abril de 2012 às 6:24 Comente!

Comemorado desde o ano de 2003, o Dia Mundial da Voz foi instituído no intuito de de chamar a atenção do público em geral acerca a importância da voz na comunicação. Uma característica exclusivamente humana, a voz é o produto da necessidade de se comunicar e interagir com os outros. O mau uso ou abuso vocal pode acarretar problemas de saúde e comunicação.

Rouquidão, dor na hora de falar, aspereza e garganta coçando. Muita gente não leva a sério e acha que cuidar da voz é coisa de quem canta ou trabalha falando o dia inteiro, porém, a “saúde vocal” ou “higiente vocal”, como os médicos chamam, é essencial para o aparelho fonador de qualquer pessoa e alguns pequenos cuidados garantem que suas cordas vocais fiquem sempre saudáveis.

“Geralmente, as pessoas procuram um profissional quando o problema já está em um estágio mais avançado. O ideal é prestar atenção nos sinais que a voz nos dá. Ficar rouco com frequência, sentir dor, dificuldade na hora de falar ou viver com a garganta coçando são sinais de que algo vai mal”, explica a fonoaudióloga Thays Vaiano.

Como funciona a voz

Os sons que emitimos são, em sua maioria, produzidos pelas cordas vocais. Localizadas na laringe, elas constituem um tecido musculoso com duas pregas.

Quando falamos ou cantamos, o cérebro envia mensagens pelos nervos até os músculos que controlam a aproximação das cordas vocais e fazem com que se forme um espaço estreito entre elas.

Ao expulsar o ar por elas, provocamos sua vibração, o que faz com que ocorra a produção do sons. Por serem elásticas, elas distendem ou relaxam de acordo com a intensidade do esforço que fazemos na hora de falar ou cantar, por exemplo. Para que este processo aconteça, usamos orgãos como lábios, a língua, os dentes, o véu palatino e a boca, que acomodam, modalizam e distribuem o ar e os sons.

Extensão vocal

A frequência natural da voz humana é determinada pelo comprimento das cordas vocais. Assim, mulheres que têm as pregas vocais mais curtas possuem voz mais aguda do que as que têm pregas vocais mais longas. É por esse mesmo motivo que as vozes das crianças são mais agudas do que as dos adultos.

A mudança de voz costuma ocorrer na puberdade e é provocada pela modificação das pregas vocais que de mais finas mudam para mais grossa. Este fato é especialmente relevante nos indivíduos do sexo masculino.

O comprimento e a espessura das cordas vocais determinam tanto para o sexo masculino como para o feminino, a extensão vocal da pessoa. “Quando você muda o tom de voz para mais ou menos alto, altera o esforço que faz nas cordas vocais e isso as prejudica. Como toda musculatura, ela precisa ser treinada e fortalecida com exercícios e muito cuidado, senão, um dia a voz pode falhar”, explica Thays.

Problemas ocasionados pela falta de cuidados com a voz

- Nódulo ou calo nas cordas vocais: 70% dos casos de distúrbios na voz são representados pelos calos nas cordas vocais. Parecidos com os que se formam nos pés, eles aparecem em função do atrito causado pelo contato direto e frequente entre as cordas vocais, formando uma camada dura e resitente que compromete o tom de voz e incomoda na hora de falar. “Como o paciente não sente dor, não se dá conta de que se trata de um problema. Só dá para perceber se a rouquidão ou outra irritação se tornar um sintoma frequente”, explica a Thays.
“A notícia boa é que o mal tem cura e basta terapia para amenizar o problema, porém, não adianta nada fazer terapia e depois cometer os mesmos erros. Cuidar da voz é uma questão de condicionamento físico. Ela precisa estar forte para aguentar as variações do dia a dia”, continua a fonoaudiologa.

-Pólipos: ” trata-se de uma espécie de bolhinha que estoura nas cordas vocais, também em função de um esforço maior do que a musculatura pode aguentar, porém, sua gravidade é maior e só é possível tratá-los com cirurgia de remoção”, explica.

Dicas para blindar a sua voz

1.Evite o cigarro: a nicotina associada ao calor da fumaça resseca as cordas vocais fazendo com que você fique rouco ou force ainda mais a musculatura para falar.

2.Não tome muito café: o teor de cafeína associado à alta temperatura é um problema. “Assim como o cigarro, a bebida desidrata as cordas vocais, além disso, provoca um aumento da acidez no estômago causando refluxo e ardor na hora de falar”, diz a fonoaudióloga.

3.Bebidas alcóolicas esquentam a voz? Isso é mito. O que acontece é que o álcool, assim como substâncias como propólis, não esquentam a garganta. Na verdade, eles ansestesiam a região por alguns minutos mas, quando o efeito passa, o problema continua e, para driblá-lo, fazemos ainda mais esforço. “Se você está com dificuldades para falar ou com rouquidão, é um indicativo de que algo vai mal e estes truques não vão resolver”, continua ela.

4.Gelado faz mal? a especialista diz que não há nada científico comprovando que o gelado prejudica as cordas vocais. “Isso varia de pessoa para pessoa e cada um deve ter essa percepção”, sugere Thays.

5.Fuja do ar condicionado: além de comprometer as cordas vocais, ele altera a respiração, fazendo com que a voz fique ainda mais prejudicada. “Ele resseca o aparelho fonador, e as cordas vocais precisam fazer um esforço muito maior para produzir o mesmo som que produziria sem tanta dificuldade se não estivesse exposta ao ar condicionado”, explica Thays.

6. Nada de muitos condimentos na comida: eles deixam a comida bem mais saborosa mas, em compensação, podem provocar irritações nas cordas vocais e nem sempre um bom gole de água alivia o problema. Por isso, é melhor não exagerar.

7.Invista na maçã: a fonoaudióloga explica que a fruta tem ação adistringente e, por isso, “limpa” as cordas vocais trazendo alívio e bem-estar.

8. Beba muita água: nada pode ser mais benéfico para as cordas vocais do que a hidratação. Elas ficam mais limpas e saudáveis para que você enfrente qualquer situação sem precisar de um tradutor de última hora.

Para quem trabalha com a voz

Cantores, atores, contadores de histórias, guias. Essa turma depende da sáude da voz para exercer seu trabalho de forma eficiente.”Costumo recomendar um personal fono para estes profisionais. Você começa com alguns exercícios suaves e específicos e, com o tempo, aumenta o treino até deixar a musculatura em ordem”, conta a fonoaudióloga.

“O ideal é que aprendam a não concentrar a força no pescoço, pois é esta força cervical que compromete o aparelho fonador. Técnicas de respiração e articulação ajudam muito”, continua.

Exercícios em casa

Existem exercícios simples para se fazer no dia a dia, porém, executá-los de maneira incorreta pode caussar o efeito contrário, por isso, segundo ela, o certo é primeiro procurar um profissional e, só depois, começar os exercícios adequados para você. “Uma boa opção é a vibração de língua, que já faz diferença e não te contra-indicação, desde que feita direitinho”, finaliza.

A TPM provoca mudanças na voz

08 de março de 2012 às 17:14 Comente!

Alterações hormonais podem trazer mudanças no tom da voz feminina e os incômodos sentidos no período que antecede a menstruação, quando ocorre a famosa Tensão Pré-Menstrual (TPM), são exemplos disso. É comum perceber que, antes, ou até nos primeiros dias da menstruação, a voz falha, treme ou fica mais rouca. E nessa fase, as mulheres devem intensificar os cuidados com a saúde vocal.

O otorrinolaringologista Pedro Guilherme Cavalcanti explica que essas alterações são causadas, principalmente, por uma maior tensão e ansiedade típicas do período. Além disso, a diminuição dos níveis de estrógeno e progesterona provoca mudanças na frequência vibratória das cordas vocais, que ficam mais inchadas, e também reduz a produção do muco que protege e lubrifica esses músculos.

A queda na capacidade de defesa do organismo nessa fase também pode causar uma maior incidência de infecções, como laringites virais, que levam a quadros de rouquidão.

Dr. Pedro Guilherme recomenda que, além de redobrar os cuidados básicos com a voz, como evitar alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas, consumir bastante líquidos e praticar o repouso da voz, as mulheres que já fazem tratamentos específicos para agravantes menstruais devem ficar atentas às orientações passadas pelo ginecologista, para amenizar os incômodos.

Câncer de laringe responde por 25% dos tumores na cabeça e pescoço

28 de fevereiro de 2012 às 12:44 Comente!

O câncer de laringe ocorre principalmente entre os homens e responde por 25% dos tumores malignos que atingem a região da cabeça e pescoço (veja ao lado o comentário do médico Luis Fernando Correa).

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a enfermidade é frequentemente associada ao consumo excessivo de álcool e tabagismo.

Quase dois terços deste tipo de tumor surge nas cordas vocais (o restante aparece na região conhecida como supraglótica (acima das cordas vocais).

Em geral, o tratamento dos tumores na região da cabeça e pescoço pode causar problemas na deglutição, na fala e também na dentição.

O desenvolvimento de novas técnicas tem permitido a preservação das funções da laringe em boa parte dos pacientes. Em geral, nestes casos há a associação de quimioterapia e radioterapia.

Fonte: G1

Saiba mais: Por que acordamos com a voz rouca?

07 de fevereiro de 2012 às 12:35 Comente!

É comum percebermos que acordamos com a voz um pouco mais grave. Isso acontece porque as cordas vocais são músculos e que ficam relaxados, quando passamos a noite sem utilizá-los. Com a volta dos movimentos, no decorrer do dia, eles adquirem novamente força e a voz retorna ao seu tom habitual.

Outra questão é que, durante a noite, há uma redução no processo de limpeza da garganta, o que estimula o acúmulo de secreção na região e também prejudica a passagem do som pelo local.

O otorrinolaringologista Pedro Guilherme Cavalcanti explica que uma alimentação saudável e a hidratação constante, por meio da ingestão de líquidos, são essenciais para a diminuição do incômodo no dia a dia. E no caso de profissionais da voz, como professores, jornalistas, cantores e advogados, o médico destaca que o ideal seria também a realização de aquecimentos vocais ao acordar e que podem ser indicados por uma fonoaudióloga.

 

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Casos de rouquidão aumentam no verão

14 de dezembro de 2011 às 13:12 Comente!

O verão é sem dúvida uma das épocas mais esperadas do ano. É tempo de veraneio, férias, festas e muita agregação social. A ordem é aproveitar ao máximo o lindo cenário de sol e calor das praias do estado e de todo o litoral do país, mas é justamente nesse período que há um considerável aumento do número de pessoas que se queixam de rouquidão. “Esses dados são evidentes nos próprios consultórios. Estima-se até que o número de pacientes com rouquidão chega a dobrar nessa época do ano”, destaca Dr. Pedro Guilherme Cavalcanti, otorrinolaringologista da Clínica Pedro Cavalcanti.

Segundo o médico, esse crescimento no número de casos de pacientes com problemas vocais ocorre devido a algumas mudanças de hábitos, comuns nesse período de verão, e que podem causar inflamações nas cordas vocais. Exemplos disso são alguns excessos cometidos na alimentação, como abusos na ingestão de gelados; de bebidas alcoólicas; e de alimentos ricos em ácidos e gorduras.

Outras questões citadas, como possíveis causadoras de problemas, seriam o aumento da transmissão de doenças infecciosas da laringe, ocasionado pelo maior contato social, e os abusos vocais freqüentes em festividades, já que tendemos a elevar a voz para sermos ouvidos em ambientes muito barulhentos.

Quando a rouquidão persiste por mais de uma semana, os especialistas alertam para que se busque imediatamente a avaliação de um otorrinolaringologista, para uma rápida diferenciação de possíveis causas e a definição dos cuidados necessários para cada caso.

Os exames básicos para o diagnóstico de problemas vocais são a videolaringoscopia, que permite uma visualização direta das cordas vocais; e a espectrografia vocal computadorizada, que consegue avaliar o grau de rouquidão, aspereza e soprosidade da voz do paciente. Normalmente, além de cuidados básicos no uso da voz, o tratamento pode ser feito de três maneiras: através de medicamentos, da terapia de voz, ou por meio de cirurgia, quando encontradas lesões irreversíveis, como nódulos, pólipos, cistos e até mesmo doenças malignas.

E como o melhor remédio continua sendo a prevenção, Dr. Pedro Guilherme orienta com dicas para o verão ser aproveitado da melhor forma, com saúde e sem inflamações ou complicações na garganta. Beba bastante líquido em temperatura ambiente; modere no consumo de bebidas alcoólicas e de alimentos condimentados, frituras e frutas ácidas; evite abuso vocal e adote o repouso vocal, à medida que o quadro de rouquidão apareça.

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Dor de garganta, nunca mais!

25 de agosto de 2011 às 16:10 2 Comentários

Há prevenção para a dor de garganta?

Sim. ‘O principal é não respirar pela boca, o que resseca a mucosa e facilita o alojamento de bactérias’, diz o orrinolaringologista Fernando Pochini. Além disso, coma bem e evite entrar em contato com fatores que desencadeiem reações alérgicas em você.

Há mais de um tipo de dor de garganta?

Faringite

O que é: inflamação na faringe – parede localizada no final da boca. Normalmente é provocada por vírus e pode evoluir para uma amigdalite bacteriana. Sinusite e refluxo são outros culpados pela inflamação.

Sintomas: dor para engolir, falar e bocejar, e mal-estar; vermelhidão na parede no fundo da boca e furinhos vermelhos chamados aftas. Quando é infecção bacteriana, há também formação de placas de pus.

Tratamento: Com analgésico e antitérmico (dipirona ou paracetamol). Se não houver melhora após um dia tomando o medicamento, procure um médico, pois a infecção pode ser bacteriana e você precisará de antibiótico.

Amigdalite

O que é: inflamação nas amígdalas – tecidos arredondados que ficam um de cada lado na parede lateral da garganta. O mais comum é acontecer uma infecção viral, mas infecções por bactéria também são frequentes.

Sintomas: dor intensa, principalmente para engolir, febre, mal-estar e indisposição. Se as amígdalas estiverem inchadas e a região bem vermelha, a infecção é viral, e pequenas feridas vermelhas podem aparecer. Quando houver placas de pus, uma bactéria foi a causadora da infecção.

Tratamento: se parecer viral, siga as mesmas indicações dadas para faringite. Mas se você enxergar pus, procure o médico imediatamente.

Laringite
O que é: pode ser confundida com faringite, mas a infecção acontece na laringe e frequentemente é provocada por vírus. A laringe fica mais abaixo no pescoço, na região do pomo de Adão, onde a voz é produzida – não é possível vê-la sem ajuda de aparelhos médicos.

Sintomas: primeiro, aparece dor local na região da laringe. Em seguida, vem a rouquidão e, por último, surge uma tosse seca e irritativa.

Tratamento: siga o mesmo indicado para faringite. E caso a rouquidão dure por mais de uma semana, vá o médico – ainda mais se você beber e fumar muito. Esse ato pode diagnosticar ou prevenir câncer na laringe!

O que é irritação na garganta?

É uma inflamação, normalmente causada por refluxo, nariz entupido ou poeira que entrou na garganta. Os sintomas são coceira, secura e sensação de que algo arranha. Para não virar infecção, desobstrua o nariz, lave-o com soro fisiológico e beba bastante água.

Qual a duração de cada caso infeccioso?

Quando é viral, permanece entre três e quatro dias. Já a infecção bacteriana dura mais – e é o uso de antibiótico que diminui o ciclo.

 

Posso usar pastilhas?

A maioria das pastilhas tem anestésico na fórmula, o que ameniza a dor. Entretanto, ‘ela não mata o vírus ou a bactéria. Portanto, o melhor é tratar com medicamentos’, explica o otorrinolaringologista Ronaldo Frizzarini.

 

Quando é preciso retirar as amígdalas?

Quando se tem de cinco a sete infecções bacterianas em um ano. Outro motivo acontece quando o pus formado na amigdalite fica represado na amígdala, permitindo que as bactérias se desenvolvam. ‘Vale lembrar que quem retira amígdala não está livre de ter faringite’, diz Ronaldo Frizzarini.

 

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br

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