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Como proteger as vias respiratórias em ambientes fechados?

30 de dezembro de 2011 às 19:05 Comente!

Quando o clima esquenta, as pessoas permanecem por diversas horas em ambientes com equipamentos de ar condicionado que, além de retirarem a umidade do ar, podem não ter a correta manutenção, com substituição dos filtros responsáveis por garantir a qualidade do ar. Uma das conseqüências mais conhecidas e graves desta exposição é o aumento do número de pessoas sofrendo com doenças respiratórias, inclusive com internações hospitalares.

“Os aparelhos, além de resfriarem o ambiente, se não tiverem manutenção correta juntam em seus filtros ácaros, bactérias, esporos, fungos, algas e outros poluentes, aos quais as pessoas ficam expostas diariamente”, afirma a doutora Maura Neves, otorrinolaringologista do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP).

O nariz é a primeira linha de defesa do sistema respiratório contra a entrada dos agentes agressores, executando várias funções como umidificação, aquecimento, filtragem do ar inspirado e transporte mucociliar. Suas funções são afetadas por diversos fatores como poluição atmosférica, temperatura e umidade do ar, anatomia e volume da cavidade nasal, distribuição de fluxo sanguíneo, estresse emocional e tabagismo, que alteram a mucosa nasal, provocando ressecamento e, em alguns casos, congestão nasal.

Essa desidratação nasal resulta na redução da frequência do batimento ciliar (aquela fina camada de cílios microscópicos da parte interna do nariz) e compromete a filtragem das partículas poluidoras, que entram no organismo e podem causar infecções respiratórias, intensificar crises de asma e até mesmo provocar lesões pulmonares.

“A questão é que, em geral, as pessoas não dão a devida importância à irritação nas narinas, a sensação de ressecamento da mucosa nasal ou a pequenos sangramentos do nariz, que podem ser resultado de horas de exposição à poluição e ao ar condicionado. Mas é preciso dar atenção a estes sintomas e cuidar da hidratação nasal, que garante o funcionamento adequado das vias aéreas superiores e impede as partículas poluentes de prejudicarem o sistema respiratório como um todo”, reforça doutora Maura ao comparar a necessidade de manter a mucosa nasal hidratada aos cuidados que a população deve ter com a proteção solar.

Prevenção do ressecamento

Proteger o nariz do ressecamento, mesmo freqüentando ambientes com ar condicionado, contudo, é possível. Medidas simples como manter uma bacia de água no local e beber bastante água ao longo do dia podem ajudar.

 

Fonte: Vida Equilíbrio

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Criança que respira mal cresce menos?

06 de novembro de 2011 às 19:53 Comente!

Respiração é tudo. Mas ela deve ser realizada da forma correta, para não trazer prejuízos à saúde. Respirar pela boca, por exemplo, pode trazer sérias conseqüências para a conquista de uma boa qualidade de vida.

O otorrinolaringologista Alexandre Augusto Fernandes pesquisou a influência da respiração bucal nos padrões de crescimento das crianças, em sua tese de mestrado, e esclarece as principais causas, diagnósticos e tratamentos da chamada Síndrome do Respirador Bucal.

O que é a Síndrome do Respirador Bucal?

AAF – O termo se refere a um conjunto de sinais e sintomas que o paciente desenvolve através da respiração bucal. Não é uma doença em si, é um quadro sindrômico decorrente de algumas outras patologias.

Quais as causas mais freqüentes da respiração Bucal?

AAF- Existem várias causas. Todas as possíveis que levam a uma obstrução de respiração nasal, vão conseqüentemente levar a uma respiração bucal. Nas crianças as causas mais freqüentes são a hipertrofia da adenóide ou amígdalas. Nos adultos, dividimos em quadros inflamatórios, como alergias, rinites, sinusites e quadros estruturais como hipertrofia de cornetos, desvio de septo nasais, conchas bolhosas e ainda quadros neoplásicos como tumores benignos ou malignos, estes bem mais raros em crianças.

Então a Respiração Bucal está sempre ligada a algum tipo de obstrução no nariz?

AAF – Sim, está ligada à obstrução nasal em sua grande maioria. Mas existem casos de origem esquelética, em que alterações na estrutura óssea crânio-facial levam o paciente a respirar pela boca. Nesses casos, o tratamento não é focado em desobstruir o nariz, quejá está desobstruído, e sim, em fazer um trabalho de rearranjo da estrutura óssea da face, por meio de cirurgia seguida de um tratamento de fisioterapia respiratória e fonoterapia, para estimular a respiração nasal no paciente.

Quais as conseqüências tanto fisiológicas, quanto estéticas, da Respiração Bucal em longo prazo para a qualidade de vida do paciente?

AAF – Uma das nossas maiores preocupações são justamente as seqüelas, que podem ser desde problemas respiratórios a alterações no olfato e paladar. Nas crianças, as mudanças nos padrões de respiração irão conferir alterações no desenvolvimento da estrutura da face e em seu crescimento. Já nos adultos, isso não acontece, porque não há mais crescimento ósseo. Neles, são identificadas mais a questão de fadigas diárias e distúrbios do sono, como ronco e apnéia, e que são expressados numa queda do rendimento social e profissional do paciente.

 Como é feito o diagnóstico?

AAF – Existe sempre uma diferença do diagnóstico em crianças e em adultos. Nas crianças, o primeiro cuidado a se pensar é a hipertrofia das amígdalas e das adenóides. Fazemos exames físicos e finalizamos com os complementares, como raio X e endoscopias do trato respiratório, para confirmar e quantificar esse diagnóstico. Posteriormente, de acordo com a medida do padrão de evolução das amígdalas e adenóide, será feita a indicação do tratamento, seja ele o clínico ou o cirúrgico, que removerá esses pontos de obstrução. Nos adultos fazemos algo semelhante, mas não temos muita preocupação com adenóide, que atrofia na puberdade em volume e função e deixa de existir. Analisamos a história clínica do paciente e procuramos outras possíveis causas para a obstrução nasal. Observamos a freqüência e o grau da obstrução nasal; a existência de secreção acumulada e alterações na estrutura do nariz, como a existência de desvio de septo ou aumento dos cornetos. Tudo isso já sugere alguns raciocínios para o diagnóstico. Também observamos se há massas dentro do nariz que podem ser tumores malignos ou benignos.

Quando o tratamento cirúrgico é o mais indicado?

AAF – Nos casos em que a respiração bucal tem causas estruturais, a indicação é prioritariamente cirúrgica e quando a origem do problema são inflamações, como alergias e/ou infecções (bacterianas, virais e fungicas), por exemplo, iniciamos o tratamento clínico, à custa de um acompanhamento com medicação. Mas não é rara a possibilidade de se realizar os dois tratamentos de forma associada, iniciando um tratamento clínico e, dependendo da resposta alcançada, ter que submeter o paciente a uma cirurgia.

Na sua tese de mestrado, você estuda como crianças que respiram pela boca podem crescer menos. Por que isso acontece?

AAF – Quando uma criança tem a síndrome da respiração bucal, apresenta, entre outros sintomas, roncos e apnéias do sono, tornando o sono fragmentado e de péssima qualidade. Nessas alterações da arquitetura do sono, ela diminui justamente as fases onde se tem uma maior liberação dos hormônios do crescimento e consequentemente tende a ter pouco peso e crescer menos.

E o que pode ser feito para regularizar essas alterações no potencial de crescimento da criança que já tem o problema? A cirurgia é o caminho mais eficaz?

AAF – Isso foi o que também pesquisamos, com base em alguns trabalhos da literatura mundial. Na verdade, quando se remove os pontos de obstrução nasal, por meio de um procedimento cirúrgico, a criança passará a dormir melhor, regularizando as fases do sono e tendomais tempo para a liberação do hormônio do crescimento e, assim, retomará o desenvolvimento normal. O curioso é que nos primeiros meses de tratamento, ela até retoma um padrão de crescimento maior que o habitual, como se fosse para compensar o tempo perdido e depois de um tempo restabelece a normalidade

Existe uma idade correta para realizar a cirurgia?

AAF – Não existe a uma idade ideal para a realização de cirurgias nessas situações, o procedimento pode ser realizado em qualquer idade. Porém, no terceiro ano de vida há um pico de crescimento fisiológico na adenóide e quando o paciente é operado depois dessa fase, já levamos em consideração o que o órgão atingiu depois desse pico de crescimento. Mas existem casos em que antes dos três anos de idade, a criança já tem o que chamamos de “hipertrofia adenoidiana grau III”, estágio em que já obstruiu quase 100% do espaço aéreo da rinofaringe e aí nessa situação não se pode esperar idade alguma desde o momento do diagnóstico. Os pais geralmente ficam apreensivos em ver uma criança de a três a quatro anos sendo submetida a uma cirurgia. Mas, depois de uma boa conversa, orientando-os e deixando claro, as vantagens que a cirurgia proporcionará à melhora da qualidade de vida da criança e eles ficam mais convencidos de que é a melhor opção de tratamento.

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Sinusites e mau cheiro nasal

24 de agosto de 2011 às 17:52 Comente!

Mau cheiro nasal é um sintoma relativamente freqüente, e muitas vezes é o único sintoma que leva o paciente ao médico. O mau cheiro é denominado subjetivo, quando apenas o paciente o percebe; objetivo, quando é percebido pelos familiares e não é percebido pelo paciente; e subjetivo e objetivo, quando tanto o paciente quanto os familiares são atingidos pela sensação.

Rinites

Dentre as rinites que causam mau cheiro subjetivo/objetivo, destacam-se a rinite atrófica simples e a rinite atrófica ozenosa. Na rinite atrófica simples, há formação de crostas em uma ou ambas as cavidades nasais, que são parasitadas por diferentes microrganismos, podendo ocasionar mau cheiro objetivo e subjetivo. Na maioria das vezes os pacientes sentem o mau cheiro nasal, mas este não é percebido pelo médico, havendo necessidade de um exame detalhado das cavidades nasais a procura de pequenas crostas no meato médio ou mesmo na nasofaringe.

Na rinite atrófica ozenosa, o mau cheiro é repugnante. No início tanto o paciente como os familiares percebem o mau cheiro repelente. Com a evolução da doença há atrofia das terminações nervosas e os pacientes não mais percebem o cheiro que exalam, sendo percebido pelos familiares e pessoas próximas, que costumam afastar-se do paciente. Em ambas as rinites a eliminação das crostas é fundamental para o desaparecimento do mau cheiro.

Sinusites

O mau cheiro nasal é sintoma extremamente freqüente nas sinusites. Muitas vezes o paciente sente esse mau cheiro, mas não consegue identificar de que cavidade nasal ele provém. Outras vezes o mau cheiro só é percebido pelo paciente quando ele espirra; isso se explica porque o ar entra nos sínus paranasais durante a expiração. Dentre as sinusites que mais causam mau cheiro encontram-se as sinusites de origem dentária e as sinusites decorrentes de corpos estranhos dentro dos sínus maxilares.

Corpos Estranhos e Rinolitíase

Os principais dados clínicos dos corpos estranhos nasais e da rinolitíase são o mau cheiro e a secreção purulenta unilaterais. Geralmente os familiares percebem o mau cheiro de uma das fossas nasais da criança e levam ao médico. Essas crianças são medicadas por tempos prolongados por pediatras ou clínicos com gotas nasais, e como o mau cheiro e a secreção não desaparecem, são encaminhadas tardiamente aos otorrinolaringologistas. Os corpos estranhos são quase sempre encontrados em crianças ou em pacientes com paralisia cerebral. Os rinólitos são encontrados em adultos a maioria dos quais apresenta história clinica de corpo estranho nasal na infância.

 

Processos Infecciosos Específicos (Granulomatoses)

Em quase todas as granulomatoses há o sintoma mau cheiro, geralmente devido a formação de ulceração com crostas. Tanto o parasitismo das crostas quanto a necrose das ulcerações causam o mau cheiro. A presença de outros sintomas e sinais, como o tipo de secreção e o aspecto do infiltrado, permitem o diagnóstico.

 

Miíase

Quase sempre as moscas causadoras de miíase penetram no nariz , para depositar os ovos, atraídas pelo mau cheiro já existente. Raramente o mau cheiro é produto da miíase, cujos sintomas prevalentes são a dor e a rinorréia.

Neoplasias

Habitualmente as neoplasias não causam mau cheiro nasal de per si, a não ser quando sofrem extensas necroses ou facilitam a instalação de infecções.

 

Parosmias e Cascomias

Habitualmente subjetiva de cheiros estranhos no nariz (mau cheiro característico, cheiro de frutas, cheiro de sangue, etc.) é denominada parosmia e a sensação subjetiva de cheiro de fezes é denominada cacosmia. Ambas são geralmente causadas por transtornos nas vias centrais da olfação.

Prof. Dr. Pedro Luiz Mangabeira Albernaz 

Fonte: http://www.drashirleydecampos.com.br

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Congestão e sangramento nasal durante a Gravidez

22 de agosto de 2011 às 16:47 Comente!

Devido às alterações hormonais e ao aumento do volume de sangue na gestação, a mucosas nasal fica muito inchada e sangra com facilidade, principalmente em períodos secos, como o inverno.

Confira, abaixo, como superar a congestão nasal:

- utilize soro fisiológico para umidificar as mucosas nasais.  

- Nunca use  descongestionante sem a orientação do médico
- beba bastante água
- use vaporizador no ambiente

 

Fonte http: //www.saudefeminina.net

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Corpos estranhos, ouvidos, narizes e crianças: uma mistura perigosa

16 de agosto de 2011 às 17:31 Comente!

 

Inicialmente, é preciso esclarecer que o termo “corpos estranhos” refere-se a qualquer objeto que normalmente não faz parte do corpo, mas que é introduzido no organismo causando uma resposta, uma inflamação ou doença.

Crianças – e algumas vezes até mesmo adultos – podem inserir acidentalmente corpos estranhos em diversos orifícios do corpo, mas estes objetos tornam-se um problema especialmente grave quando envolvem o ouvido ou o nariz. Corpos estranhos aspirados para os pulmões causam aproximadamente 1.000 vítimas fatais a cada ano nos EUA – a maioria delas não consegue sequer chegar ao socorro médico a tempo.

Cerca de 75% dos casos de aspiração de corpos estranhos ocorrem em crianças entre 1-3 anos de idade, sendo que a sufocação por aspiração de corpo estranho é a principal causa de morte acidental em crianças abaixo de 1 ano.

A lista de objetos considerados de risco é imensa: podem ser utilizados moedas e outras peças de metal pequenas (baterias de relógio, porcas, parafusos, pilhas), peças de plástico (botões, tampas de caneta, brinquedos), sementes variadas (arroz, feijão, amendoim, milho), papel e pedaços de borracha, para citar apenas os mais comuns. Recomenda-se evitar o contato de crianças com menos de 4 anos de idade com estes objetos. Manter-se atento em casa e sempre que possível verificar e eliminar o risco do ambiente onde a criança se encontra são medidas importantes para evitar acidentes desse tipo.

Mas o que fazer se, apesar dos cuidados ou em um momento de distração, a criança introduz um corpo estranho no nariz, por exemplo ? O principal, sempre, é manter a calma e procurar auxílio médico o mais rápido possível. Nunca tente você mesmo(a) retirar o objeto e não deixe que a criança tente fazê-lo. Até chegar ao médico, procure manter a criança calma e respirando pela boca.

Corpos estranhos introduzidos nos ouvidos são comuns e pode acontecer de insetos penetrarem no canal auditivo. Caso você suspeite que um inseto entrou no ouvido do seu filho ou de uma criança próxima, a primeira coisa a fazer é virar a cabeça da criança de modo a tentar fazer com que o inseto caia. Se isto não funcionar, procure auxílio médico o mais rápido possível.

Não tente retirar o inseto com cotonetes ou qualquer outro objeto e não faça lavagens no ouvido com água ou óleos ou qualquer outra substância – isto pode ser desastroso caso o inseto tenha perfurado o tímpano. O médico é a única pessoa capacitada para avaliar a medida mais correta em cada caso.

 

 Dr. Alessandro Loiola 
|CRMMG 30.278

Fonte: http://www.saudevidaonline.com.br

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