A popularização dos smartphones trouxe aos adeptos dos celulares de alta tecnologia outras facilidades além da possibilidade de fazer chamadas e enviar torpedos. Atualmente, os usuários deste tipo de aparelho podem fazer uso de diversos aplicativos que prometem facilitar a vida de inúmeras maneiras. Alguns dos mais populares são os que oferecem a possibilidade de garantir uma boa noite de sono àqueles que apresentam problemas para dormir.
Divididos entre simples e complexos, estes gadgets utilizam diferentes técnicas que auxiliam o usuário a adormecer de forma simples, além de monitorar os estágios do sono, contabilizando as horas dormidas, movimentações feitas na cama, fala noturna e até mesmo monitorando a respiração e os batimentos cardíacos.
Entre os dispositivos que são oferecidos de graça, os mais comuns são os que utilizam sons para estimular a sonolência, como o aplicativo Sono Mágico. Usando fontes de som psicoacústico, modelagem física e processamento de sinal digital, o programa se propõe a recriar a atmosfera do ventre materno, prometendo um efeito imediato, profundo e relaxante.
Seguindo a mesma linha, mas direcionado a outra faixa etária – crianças e bebês -, o aplicativo Hora do Sono disponibiliza canções de ninar para deixar a noite dos pequenos mais tranquila. Além disso, também oferece dicas sobre técnicas especiais de massagem para facilitar ainda mais o relaxamento.
Aqueles que sofrem com problema de ronco também têm a sua disposição um punhado de programas que dizem garantir o fim destes ruídos desagradáveis. Um deles é o Ronco Stop, que funciona como um pequeno despertador que faz barulho quando detecta o barulho do ronco, fazendo com que a pessoa supostamente mude de posição sem acordar e pare de roncar. Em resumo, ele substitui o famoso “empurrão” dado pelos companheiros daqueles que executam verdadeiras sinfonias todas as noites.
Entre os softwares mais sofisticados, se destacam o Sleep Cycle o Zeo Sleep Monitor. Disponíveis mediante o pagamento de certa quantia de dinheiro, estes programas utilizam dados mais complexos para que o usuário desfrute melhor de suas horas de descanso. Através do monitoramento do ciclo de respiração, o Sleep Cycle é capaz de acordar o indivíduo na fase mais “leve” do sono, fazendo com que o processo de levantar da cama se torne mais natural e menos sofrido.
O Zeo Sleep Monitor, por sua vez, promete reunir dados acerca das variadas fases de sono para que a pessoa receba, todas as manhãs, o relatório da noite anterior com informações sobre as horas de sono leve, REM (fase na qual acontecem os sonhos) e profundo. Para usar o aplicativo é necessária a utilização de uma faixa especial.
De acordo com o médico otorrinolaringologista e especialista em medicina do sono, Pedro Guilherme Cavalcanti, os aplicativos têm certa utilidade, entretanto, nunca devem substituir um tratamento realizado com especialista da área. “Por mais precisos que sejam os dados oferecidos pelos programas, somente o médico saberá interpretá-los de modo a oferecer uma opção de tratamento ao paciente, por isso, é importante que as pessoas não deixem de frequentar os consultórios”, disse.
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06 de fevereiro de 2012 às 12:59
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Os dias quentes de verão são encarados com roupas leves, atividades ao ar livre, ar-condicionado, bebidas refrescantes… Mas quando chega a noite, o calor pode atrapalhar o descanso.
Dificuldade para pegar no sono, mexer-se muito na cama e acordar várias vezes são algumas situações enfrentadas nos períodos de altas temperaturas
No dia seguinte, o resultado é aquela moleza. Uma noite maldormida pode provocar ainda dor de cabeça e falta de concentração. Em longo prazo, a privação do sono pode levar a depressão e obesidade.
“O ideal é que se tenha, em média, de sete a oito horas de sono por noite. Tanto a falta quanto o excesso podem ser prejudiciais a saúde”, diz a endocrinologista Claudia Chang, professora e coordenadora da pós-graduação em endocrinologia do Instituto Superior de Medicina (ISMD)
“Acredita-se que um sono ruim tenha papel central na predisposição a ganho de peso e até possa prejudicar o emagrecimento. Infelizmente, o número de jovens adultos cuja duração do sono é inferior a sete horas por noite é muito alto (quase 40%)”, completa a médica.
Quem deseja uma boa noite de sono deve manter o quarto arejado, o corpo fresco e a cabeça tranquila na hora de ir para a cama. “Com o calor, a agitação costuma ser ainda maior. Deixe o estresse de lado e procure se desligar dos problemas na hora de ir dormir”, argumenta Claudia.
Confira a seguir outras dicas da especialista para bons sonhos de uma noite de verão:
• Hidrate-se ao longo do dia e não apenas na hora de deitar, para não ficar com vontade de ir ao banheiro durante a madrugada. Leia também: Sucos que acordam e fazem dormir
• Siga uma dieta balanceada e leve. Evite refeições muito calóricas à noite. Leia também: Comida para espantar a insônia
• Bebidas estimulantes como o chá verde e o café (que no verão ganha gostosas opções geladas) devem ser evitadas no período noturno. A cafeína tem duração de quatro horas no organismo, portanto o ideal é que o último gole seja por volta das 16 horas para não atrapalhar a qualidade do sono
• Evite exercícios muito vigorosos próximos à hora de deitar. Leia também: Atividade física no calor: pratique com cuidado
• Evite atividades que exijam muita concentração ou que elevem o nível de ansiedade (como filmes de ação ou suspense) perto do período de dormir
• Use roupas leves e frescas
• Prefira lençóis de algodão e linho aos sintéticos, porque esquentam menos
• Banho morno refresca e ajuda a relaxar
• Deixe o quarto arejado durante o dia e, se possível, uma brecha na janela também à noite, para o ar circular. Leia também: Como proteger a saúde do ar seco
• Ventilador é uma alternativa refrescante para os dias mais quentes. Só tome cuidado para que não seja barulhento – prejudicando o sono – e para não fique virado direto para o corpo, pois o vento pode causar frio, fazendo com que você desperte no meio da noite
• Se preferir o ar-condicionado, lembre-se que ele deve estar com o filtro limpo e funcionar a uma temperatura agradável, em torno de 24 graus. Mas como resseca o ar, uma dica é colocar uma bacia de água no quarto, para umidificar o ambiente. Leia também: Ar-condicionado ameaça a saúde
• O travesseiro também contribui para a qualidade do sono. É preciso que seja arejado e feito de material que evite a proliferação de ácaros, fungos e bactérias, capazes de desencadear crises alérgicas típicas do verão
Fonte: IG Saúde
O verão é a época do ano mais esperada: tempo de férias, dias bonitos e pessoas mais alegres. Porém, junto com o verão surgem os inconvenientes do calor excessivo e com isso, o aparecimento dos distúrbios do sono.
No calor, o sono não atinge seus níveis mais profundos, fazendo com que as pessoas acordem várias vezes durante a madrugada ou sofram com dificuldades para dormir. O resultado vem no dia seguinte com a “moleza” e a falta de disposição, comuns nos dias quentes. Em longo prazo, a privação do sono pode provocar dores de cabeça agudas, queda no rendimento e até mesmo depressão.
Quem busca uma boa noite de sono, deve manter o ambiente arejado, o corpo fresco e a cabeça tranquila. Ar-condicionado e ventiladores são aliados nessa época do ano, assim como o uso roupas leves e a boa hidratação do corpo para evitar a transpiração.
Confira dicas para garantir um sono mais agradável:
- Vá para a cama com roupas leves;
- Prefira os lençóis de algodão e linho àqueles sintéticos, porque esquentam menos;
- Não deixe o quarto totalmente fechado. Uma brecha na janela já é o suficiente para fazer o ar circular;
- Ventilador pode permanecer ligado desde que não fique em cima do corpo;
- O ar-condicionado deve estar com o filtro limpo e precisa ficar numa temperatura agradável, em torno de 24 graus. Como ele resseca o ar, pode ser utilizado um balde de água para umidificar o ambiente;
- Prefira os travesseiros de látex, por serem mais frescos, superventilados e laváveis, além de possui uma capa externa com zíper 100% algodão
- A refeição da noite precisa ser bem leve e corpo bem hidratado.
16 de dezembro de 2011 às 19:40
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A famosa receita de vó, o leite morno, pode ser tiro e queda para quem tem dificuldades de pegar no sono. O segredo é apostar em alimentos como este, ricos em triptofano, um aminoácido usado pelo corpo na produção serotonina, o neurotransmissor que ajuda na redução do ritmo cerebral, e também de melatonina, hormônio que regula o sono.
Acrescidos de algumas doses de carboidratos, a combinação fica ainda mais potente, já que o carboidrato influencia na liberação de insulina que limpa o caminho para o triptofano agir mais facilmente. Pesquisas internacionais também já relacionam o magnésio e o cálcio como substâncias importantes para dormir tranqüilo.
Confira a lista de nove alimentos para preparar sua noite de sono desde a hora do jantar.
ALFACE: muito utilizada pelos egípcios para ter uma noite de sono tranqüila, a alface contém lactuário, uma substância com poderoso efeito sedativo. “Chega a ser semelhante ao ópio”, diz Wendy Green, em seu livro “50 coisas que você pode fazer para combater a insônia” (Ed. Larousse).
BATATA: Rica em carboidrato e também em triptofano, ela pode ser uma ótima pedida para aqueles dias mais agitados. Só tome cuidado na hora do preparo. Quando fritas, seu valor calórico triplica. Pesquisadores norte-americanos confirmaram que, quando preparadas de maneira saudável, a batata não contribui para o ganho de peso. Portanto, que tal fazê-la ao forno?
BANANA: Uma única unidade contém triptofano, melatonina, serotonina e magnésio, todas essas substâncias que auxiliam o corpo a relaxar e, consequentemente, ter sono. Nela, também podem ser encontradas vitamina C e B6, fibras e potássio.
CEREJAS: Além de vitaminas A, B e C, essa fruta contém melatonina, substância que ajuda a estimular o corpo ao sono. Três ou quatro seriam suficientes para esse propósito.
COENTRO: a grande quantidade de magnésio presente neste tempero faz dele um excelente aliado no combate à insônia. “Na medicina tradicional iraniana é recomendado para aliviar esse problema”, revela David Grotto, no livro “101 alimentos que podem salvar a sua vida” (Rd. Larousse)
ESPINAFRE OU BRÓCOLIS: o segredo dessas duas verduras de cor verde escura está no magnésio. Segundo o nutricionista inglês Patrick Holford, autor de “A Bíblia da Boa Nutrição” (tradução livre, sem edição em português), esse minério é um poderoso relaxante e ajuda o corpo a lidar com as conseqüências do estresse. A dose diária indicada é de 300mg.
IOGURTE: O cálcio também tem sido celebrado como um importante nutriente quando o assunto é dormir bem. A nutricionista Adelle Davis, uma das mais respeitadas dos Estados Unidos, afirma em seus estudos que a insônia é um dos primeiros sintomas da deficiência de cálcio. O Ministério da Saúde recomenda a ingestão diária de 1000mg de cálcio por dia para um adulto.
MARACUJÁ: quem tem dificuldades para dormir ou crises de insônia com certeza já ouviu falar em passiflora. A substância extraída da flor do maracujá ganhou fama por seu potencial relaxante. A fruta, por sua vez, tem passiflorine, uma variante dessa substância, mas com o mesmo poder tranqüilizador. Faça um suco com dois maracujás pelo menos uma hora antes de deitar
NOZES: novamente a responsável é a melatonina. Esse hormônio que ajuda a regular o sono está presente em grande quantidade nas nozes. Além disso, também têm magnésio e é uma ótima fonte de ômega-3.
Fonte: IG Saúde
por Francine Lima • design Fred Scorzzo • ilustrações Tooco.com
Depois de sucessivas noites sonhando com uma banana entalada na garganta e acordando com uma nítida sensação de sufocamento, a mulher resolveu investigar. Que raios aquele pesadelo queria dizer? Seria a revelação de alguma perversão sexual até então oculta, como suspeitaria um discípulo do austríaco Sigmund Freud (1856-1939), o pai da psicanálise? Achava que não. Em vez de psicanalista, procurou um médico. E descobriu que, no momento do devaneio inconsciente, aconteciam na vida real pequenas paradas respiratórias — a apneia do sono — que provocam microdespertares ao longo da noite.
Quem desvendou o significado do tormento onírico foi a equipe do neurologista Luciano Ribeiro Pinto Júnior, do Instituto do Sono, em São Paulo. “Sonhos desagradáveis como esse podem ocorrer como consequência de um desconforto físico ou até de uma doença”, diz. Ou seja, em alguns casos o enredo dessa maquinação da mente adormecida pode ter uma relação direta com o estado de saúde do indivíduo. Estudos realizados nos últimos anos permitem especular que um registro regular do seu conteúdo possa ajudar no diagnóstico de diversos problemas.
O dormir é um processo neurológico complexo. Hoje sabe-se que, das cinco fases do sono pelas quais passa qualquer pessoa que dorme dentro da normalidade, o período dos sonhos é uma das mais importantes como indicador de saúde. Na primeira metade da noite, ondas cerebrais lentas predominam e podem ocorrer sonhos dos quais a maioria não se lembra. Depois vem o intervalo dos sonhos mais vívidos, a chamada fase paradoxal do sono, que é mais conhecida pela sigla em inglês REM: rapid eyes movement — movimento rápido dos olhos. Nesse momento, o corpo fica totalmente relaxado, mas a mente está a toda. Uma redução na latência do sono REM é hoje um marcador biológico da depressão, por exemplo.
Por falar em depressão, pesquisadores alemães confirmaram que os depressivos tendem a ter sonhos com tons mais negativos e com mais experiências desagradáveis. O mesmo grupo de cientistas demonstrou que a gravidade dos sintomas do distúrbio era diretamente correlacionada à intensidade das emoções nada positivas nos sonhos — temas como agressão e morte eram frequentes. Além da tristeza sem fim, entram na lista de encrencas suspeitas de trazer consigo sustos na calada da noite Parkinson, Alzheimer, esquizofrenia, enxaqueca, asma, ansiedade e bronquite, só para citar algumas.
As perturbações nos sonhos são, de fato, marcadores extremamente sensíveis de desequilíbrios mentais e físicos. “De alguma forma o cérebro, ao sonhar, detecta os processos biológicos alterados antes mesmo de eles chegarem à consciência”, diz o psicólogo Péter Simor, pesquisador da Universidade de Semmelweis, em Budapeste, na Hungria. Embora os estudos também procurem identificar padrões de sonhos conforme a constância, a repetição e os temas, o que tem se mostrado mais relevante para a medicina é o teor emocional das histórias sonhadas e o que a pessoa sente ao acordar.
Até o momento, a ciência acumula bem mais descobertas sobre as funções do sono do que dos sonhos. E para dormir tranquilo os médicos recomendam um ritual relaxante antes de ir para a cama: baixar a intensidade da luz, ficar em silêncio, ler ou ouvir música calma e dar um jeito de não pensar nos problemas na hora de apagar. E, se sonhar, anotar tudo no dia seguinte. Nunca se sabe.
Freud e Jung
Sigmund Freud foi o primeiro a dar um caráter científico à investigação do conteúdo onírico, com a publicação do livro A Interpretação dos Sonhos, em 1899. Para Freud, eles seriam uma tentativa de realizar desejos reprimidos, especialmente os da infância. Já para seu discípulo, o suíço Carl Gustav Jung (1875-1961), os sonhos eram uma ferramenta da mente na busca de equilíbrio. Sua teoria da compensação ditava que, na existência de um desbalanço entre a mente consciente e o inconsciente, ou seja, uma neurose ou uma psicose, a psique teria a missão de lançar pistas para a mente, na tentativa de consertar — ou compensar — o problema. Essas pistas viriam na forma de sonhos.
Efeitos colaterais oníricos
Antidepressivos
Os inibidores seletivos de recaptação de serotonina são atualmente os remédios mais usados no tratamento de distúrbios psiquiátricos como depressão, ansiedade e bulimia. Eles podem dar a sensação de que a pessoa está sonhando muito mais que o normal, e os sonhos podem ser mais intensos. Mas um ajuste na dose ou nos horários da medicação pode resolver o problema. Já os antidepressivos tricíclicos diminuem e chegam até a suprimir o sono REM.
Tranquilizantes e ansiolíticos
Esses remédios provocam sonolência e tendem a encurtar o sono REM. Largar o tratamento depois de já ter desenvolvido dependência ou tolerância à medicação também pode alterar gravemente o padrão de sono, incluindo uma fase REM espichada, mais sonhos e despertares durante a noite. Tanto quanto ocorre com os antidepressivos, o efeito ricochete será maior quanto maiores forem as doses e a duração do tratamento. Pesadelos estão entre os efeitos colaterais relatados por usuários.
Fonte: Revista Saúde