A perda da biodiversidade pode contribuir para o aumento de casos de alergias e doenças inflamatórias, como a asma, entre pessoas que vivem em cidades, segundo estudo publicado nesta terça-feira (8), na revista científica “PNAS”, da Academia Americana de Ciências. Isso acontece porque moradores dessas regiões teriam menores quantidades de uma bactéria na pele que tem função antialérgica natural.
Ao analisarem 118 jovens de diferentes áreas do leste da Finlândia, os autores do estudo realizado pela Universidade de Helsinki descobriram que os participantes que moravam em fazendas ou próximos a florestas tinham maior diversidade de bactérias em suas peles e menor sensibilidade alérgica do que os que moravam em áreas com menor diversidade ambiental, como áreas urbanas ou próximas ao mar ou lagos.
Os moradores das áreas mais povoadas, ao contrário, mostraram ser mais suscetíveis a reações alérgicas por terem menos exemplares da bactéria.
Estudos anteriores indicam que micróbios que se instalam na pele, nas vias aéreas e na garganta protegem contra problemas inflamatórios, mas pouco era sabido acerca dos fatores ambientais que influenciavam esses microorganismos.
A descoberta sugere que o aumento da prevalência das doenças inflamatórias pode ser associado com a mudança da biodiversidade e da ausência dessa bactéria na pele.
Fonte: G1
Uma nova maneira de transportar para dentro da pele uma substância cosmética já amplamente utilizada em cremes antienvelhecimento, através da nanotecnologia, pode tornar mais eficiente o combate às rugas. A constatação é da pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp de Araraquara, no interior de São Paulo, que resultou no desenvolvimento de um nanocosmético.
O composto microscópico formado de cristais líquidos obtidos a partir de silicones resultou em gotículas da ordem de nanômetros. Para se ter ideia, um nanômetro é a bilionésima parte do metro -50 mil vezes mais fino do que um fio de cabelo.
Essas estruturas, segundo o farmacêutico Marlus Chorilli, responsável pelo estudo, são capazes de penetrar nas camadas mais internas da epiderme e controlar a velocidade com que o princípio ativo será liberado. Às nanoestruturas de silicone foi adicionada uma substância que já é usada em cremes anti-idade existentes atualmente no mercado. Trata-se do palmitato de retinol, um tipo sintético de vitamina A usado para prevenir ou retardar mudanças associadas ao processo de envelhecimento cutâneo.
“A vantagem da nanotecnologia para incorporar essa substância é potencializar a ação”, disse o pesquisador. Além de amplificar seus efeitos, a nanotecnologia também deu mais estabilidade ao produto, conta Chorilli. Isso é importante quando se trata do palmitato de retinol porque o princípio ativo apresenta estabilidade química limitada quando exposto a condições como umidade, oxigênio e até à luz.
RESULTADOS
Os testes iniciais foram feitos em coelhos e, segundo o pesquisador, indicaram que a formulação é segura. Além disso, o produto aumentou o número de fibroblastos, células capazes de produzir fibras colágenas e elásticas responsáveis por dar melhor condição à pele.
Depois dos coelhos, foi a vez de testes em 32 voluntárias com idade entre 30 e 45 anos, que receberam o nanocosmético ao redor de um dos olhos diariamente, pelo período de um mês. O estudo apontou redução significativa no tamanho e na profundidade das rugas, em comparação à região dos olhos que não foi tratada. Segundo Chorilli, depois do palmitato, os estudos com nanotecnologia já estão envolvendo outras substâncias, como extrato seco de cacau orgânico e chá verde.
Para o médico Davi de Lacerda, dermatologista pelo hospital Johns Hopkins nos EUA, que avaliou o estudo a pedido da Folha, a pesquisa merece elogios. Ele pondera, no entanto, que é preciso obter resultados de outros grupos para saber se os dados relacionados ao aumento de fibroblastos são reprodutíveis. Além disso, estudos clínicos com populações maiores são essenciais para concluir sobre o real efeito dos produtos.
REFLEXOS
O médico Lacerda ressalta ainda que o aumento das aplicações nanotecnológicas amplia a necessidade de se conhecer melhor os impactos dessas partículas na saúde humana e no ecossistema. ”Este desafio começa a formar uma nova ‘escola científica’, chamada por alguns de ‘nanotoxicologia’”, afirmou.
No estudo da Unesp, segundo Chorilli, não foi avaliado o risco das nanoestruturas na corrente sanguínea. Ele cita, porém, que uma série de fármacos com nanoestrutura têm sido liberadas para uso pela FDA (agência que regula os medicamentos e os alimentos nos EUA).
Alterações hormonais podem trazer mudanças no tom da voz feminina e os incômodos sentidos no período que antecede a menstruação, quando ocorre a famosa Tensão Pré-Menstrual (TPM), são exemplos disso. É comum perceber que, antes, ou até nos primeiros dias da menstruação, a voz falha, treme ou fica mais rouca. E nessa fase, as mulheres devem intensificar os cuidados com a saúde vocal.
O otorrinolaringologista Pedro Guilherme Cavalcanti explica que essas alterações são causadas, principalmente, por uma maior tensão e ansiedade típicas do período. Além disso, a diminuição dos níveis de estrógeno e progesterona provoca mudanças na frequência vibratória das cordas vocais, que ficam mais inchadas, e também reduz a produção do muco que protege e lubrifica esses músculos.
A queda na capacidade de defesa do organismo nessa fase também pode causar uma maior incidência de infecções, como laringites virais, que levam a quadros de rouquidão.
Dr. Pedro Guilherme recomenda que, além de redobrar os cuidados básicos com a voz, como evitar alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas, consumir bastante líquidos e praticar o repouso da voz, as mulheres que já fazem tratamentos específicos para agravantes menstruais devem ficar atentas às orientações passadas pelo ginecologista, para amenizar os incômodos.
15 de fevereiro de 2012 às 13:20
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Coceira, espirro, tosse, ardência nos olhos e na garganta. O que estes sintomas, velhos conhecidos de boa parte da população, têm em comum? A resposta para essa pergunta é simples: todos eles são sinais de que uma substância estranha entrou em contato com o seu organismo, provocando uma resposta do sistema imunológico ou, trocando em miúdos, sinal de que você sofre com uma alergia.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 35% da população brasileira tem alergia e é justamente por ser tão comum que acaba, por vezes, sendo negligenciada pelos seus portadores. Segundo o otorrinolaringologista Pedro Guilherme Cavalcanti, a displicência diante da alergia pode ser grave, já que, em casos mais severos as alergias podem até levar à morte.
Por apresentar muitas variantes, o diagnóstico da alergia requer uma série de ações, que vão desde a observação médica até os testes clínicos. De acordo com o otorrinolaringologista Pedro Guilherme Cavalcanti, estes passos são necessários para a indicação correta do tratamento que deve ser seguido pelo paciente.
Segundo ele, a primeira etapa do diagnóstico da alergia consiste na consulta médica. “Nesse primeiro encontro com o paciente, o médico vai colher informações sobre os sintomas apresentados, bem como sobre o histórico de saúde do paciente, seus hábitos e até mesmo sobre a sua posição socioeconômica. Quanto mais dados o profissional tiver, mais preciso será o tratamento indicado”, explica.
De posse das informações repassadas pelo paciente, o médico irá analisar qual é o procedimento mais indicado para identificar os causadores das reações, e em seguida recomendará diferentes modalidades de testes para comprovar a natureza alérgica dos sintomas e avaliar o grau de sensibilização no organismo do paciente. De acordo com Pedro Guilherme, os testes mais comuns são: testes cutâneos de leitura imediata (testes por puntura – prick test), os testes de provocação nasal e os testes imunoalérgicos.
“O teste cutâneo de leitura imediata realizado por meio de puntura, também conhecido como prick test, é um procedimento rápido, realizado no antebraço do paciente. O que é feito basicamente é o contado de alergenos com o organismo do paciente, por meio de pequenas picadas. Após aguardar alguns minutos, a reação é observada”, explica. O teste é considerado positivo quando é verificada uma elevação avermelhada na pele, semelhante à uma picada de mosquito.
O teste de provocação, observa, é caracterizado pela exposição direta da substância à região na qual ocorre a alergia. “Em caso de alergia alimentar, o paciente é orientado a comer o alimento que possui a substância suspeita, em caso de problemas nas vias orais, é feita a inalação dos agentes por meio de nebulização”, comenta.
Já o teste imunoalérgico é realizado por meio da coleta e análise de amostra de sangue do paciente. O procedimento é realizado em laboratório e dosa a presença do anticorpo da alergia (IgE ou imunoglobulina E) específico para cada substância suspeita.
Com o resultado dos testes em mãos, cabe ao médico analisar clinicamente os dados e recomendar o tratamento que melhor se adeque à situação do paciente. Entre as opções que mais geram resultados positivos estão a vacinação e o tratamento de controle de alergias.
“A vacinação alérgica é baseada nos mesmos conceitos das imunizações para doenças como a gripe, na qual doses pequenas e controladas de uma substância são introduzidas no organismo do paciente de modo a estimular a tolerância. As injeções levam ao desenvolvimento de uma resposta imune protetora através do aumento de anticorpos protetores ou “bloqueadores”, que fazem com que os sintomas diminuam gradativamente”, explica.
Já o tratamento de controle da alergia trata-se da utilização de baixas doses de anti-inflamatórios de modo a manter a doença sob controle. Além destes, o médico também destaca o tratamento sintomático, que combate os sintomas da alergia, e o uso de terapias alternativas, como a acupuntura e a homeopatia, que estimulam a restauração do sistema imunológico do paciente, culminando na diminuição dos sintomas das alergias.
07 de fevereiro de 2012 às 12:35
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É comum percebermos que acordamos com a voz um pouco mais grave. Isso acontece porque as cordas vocais são músculos e que ficam relaxados, quando passamos a noite sem utilizá-los. Com a volta dos movimentos, no decorrer do dia, eles adquirem novamente força e a voz retorna ao seu tom habitual.
Outra questão é que, durante a noite, há uma redução no processo de limpeza da garganta, o que estimula o acúmulo de secreção na região e também prejudica a passagem do som pelo local.
O otorrinolaringologista Pedro Guilherme Cavalcanti explica que uma alimentação saudável e a hidratação constante, por meio da ingestão de líquidos, são essenciais para a diminuição do incômodo no dia a dia. E no caso de profissionais da voz, como professores, jornalistas, cantores e advogados, o médico destaca que o ideal seria também a realização de aquecimentos vocais ao acordar e que podem ser indicados por uma fonoaudióloga.